O NASCIMENTO DE VÊNUS

O NASCIMENTO DE VÊNUS
O NASCIMENTO DE VÊNUS do pintor renascentista Sandro Botticelli

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

OS MAIORES INVENTOS DA HUMANIDADE


 


OS MAIORES INVENTOS DA HUMANIDADE

 

Podemos definir invenção como o ato de criar uma nova tecnologia, processo ou objeto, ou mesmo o aperfeiçoamento de tecnologias, processos ou objetos preexistentes.

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Utilizando este conceito, podemos dizer que a primeira invenção do homem foi a ferramenta. Com ela os nossos ancestrais puderam se alimentar melhor, caçar, defender-se e criar outras ferramentas e utensílios que pudessem contribuir para o seu bem-estar. 

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Foi graças ao uso de ferramentas que o segundo invento do ser humano foi criado, sabe-se lá por quem: o fogo.

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Apresento, abaixo, uma primeira lista com os vinte maiores inventos da humanidade depois do fogo, sem os quais não seríamos sequer a sombra do que somos agora:

1. A Agricultura e a domesticação de animais  

Não se sabe ao certo quando o ser humano aprendeu a domesticar animais e plantas. Sabe-se que foi na Mesopotâmia, cerca de 12.000 anos atrás. E o que se sabe também é que a agricultura surgiu através da observação de uma mulher do período Neolítico que percebeu que sementes que haviam caído no chão transformaram-se em novas plantas. 

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Com a domesticação de animais foi diferente. Supõe-se que o primeiro animal a ser domesticado pelo ser humano foi o lobo. Os filhotes que eram criados com humanos tornavam-se dóceis e protegiam os acampamentos. O ser humano, então, percebeu que o mesmo poderia acontecer com outros filhotes cujos pais fossem vítimas do caçador-coletor. Cavalos, bois, porcos e aves (como galinhas, patos e perus)vieram na sequência. 

A agricultura tornou a vida do ser humano das primeiras sociedades mais confortável e feliz. Há evidências que não. Esqueletos de agricultores encontrados no Egito provam que estes homens desenvolviam uma série de lesões esqueléticas e musculares em decorrência da agricultura. Então por que escolheram a agricultura em detrimento da caça-coleta? A resposta pode ser o fato de que não abandonaram totalmente a caça-coleta, adotaram o sedentarismo (não precisavam mais levar uma vida nômade, indo atrás da comida pois a tinham em seu próprio quintal) e suas famílias cresceram o que significavam mais braços para a agricultura.

 2. A roda

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Os sumérios já desenvolviam muito bem a agricultura e a criação de animais quando surgiram os acadianos, povo guerreiro e conquistador. Eles utilizavam um carro de guerra puxado por cavalos, chamado de biga, com o qual atacavam seus inimigos. Os sumérios foram subjugados e o rei acadiano Sargão I tornou-se o primeiro imperador da História

Não podemos negar que a roda foi uma grande invenção humana. No entanto, para que um carro com rodas pudesse ser puxado ou empurrado era necessário: 

1o. Lugares planos e pouco acidentados para que não surjam obstáculos à roda, de preferência caminhos ou estradas;

2o.  Animais que pudessem puxar os carros, como cavalos ou bois.

Assim, não tivemos o desenvolvimento da roda na Grécia devido à geografia acidentada da península Balcânica. Também não tivemos rodas na América pré-colombiana, pois o único animal existente por lá antes da chegada dos espanhóis e portugueses foi o bisão americano (que os colonos ingleses chamavam de búfalo) e que nunca foi domesticado pelos nativos americanos. Já os romanos fizeram largo uso da roda pois construíram inúmeras estradas para comunicar as diferentes províncias do império.

3. As cidades 

  

As cidades foram outra invenção humana brilhante. Se a vida no campo demandava certo isolamento causado pela distância entre as casas devido à necessidade de grandes áreas para o cultivo de alimentos, nas cidades todos viviam próximos, o que permitia a difusão de ideias, religião, política, classes sociais, atividades especializadas e outras áreas de interesse comum. Os governantes em geral viviam nas cidades assim como os sacerdotes, os funcionários públicos e a corte do governante. As cidades também contavam com defesas contra povos agressores e com pessoas capazes de administrar seus problemas. 

Entre as cidades mais antigas do mundo ainda vivas estão:

. Damasco, na Síria;

. Beirute, no Líbano;

. Jericó, na Cisjordânia;

. Jerusalém, em Israel;

. Atenas, na Grécia;

. Roma, na Itália;

A maior cidade da América à chegada dos espanhóis, em 1519, foi Tenochtitlán, capital do império asteca. Sua população era de 300.000 pessoas, enquanto Roma, Londres e Paris contavam com menos de 40.000 pessoas, cada.

4. Os sistemas de esgoto

 

Roma foi um exemplo para as eras históricas posteriores por ter aprendido desde cedo a não subestimar os danos causados pelo esgoto a céu aberto. Criou a "Cloaca Máxima", um conjunto de galerias subterrâneas que transportava os dejetos das casas para o rio Tibre e, de lá, para o mar.

Com o fim do Império Romano e as invasões bárbaras, o esgoto subterrâneo foi esquecido, favorecendo a proliferação de insetos e ratos que no século XIV viriam a dizimar um terço da população da Europa através da disseminação de uma doença transmitida pelas pulgas dos roedores: a Peste Bubônica.

5. A escrita

 

Engana-se quem pensa que a escrita foi criada para a elaboração de textos religiosos. Ela foi criada simplesmente com a finalidade de se contabilizar o excedente agrícola das primeiras sociedades hierarquizadas. Neste quesito, os sumérios saíram na frente com a escrita chamada de cuneiforme onde pictogramas eram cunhados em placas de argila que depois eram assadas e guardadas. O primeiro texto literário da história é a Epopeia de Gilgamesh, rei de uma cidade-Estado suméria. O primeiro código de leis escritas também foi cunhado em escrita cuneiforme: trata-se do Código de Hamurabi, rei da Babilônia. Egípcios e chineses também deram suas contribuições à escrita, os egípcios com os hieróglifos e os chineses com os ideogramas.

6. O papel

 

Era extremamente complicado guardar e organizar textos escritos em placas de argila. Os egípcios criaram um tipo de papel (que parecia mais um tecido) feito com juncos de papiro, um vegetal abundante às margens do rio Nilo. No entanto foram os chineses os mestres do papel, que era feito de arroz. A técnica seria depois redescoberta por Marco Polo em sua viagem à China, no século XIV e levada para a Europa. Em pouco tempo, os livros passaram a ser escritos em papel e não mais em pergaminhos (couro de animais tratados, técnica aperfeiçoada pelos persas na cidade de Pérgamo). Até hoje o papel ainda é o melhor meio de se divulgar o conhecimento.

7. O relógio 

Medir o tempo sempre foi preocupação do homem a partir da Revolução Agrícola, e com uma justa razão: ele precisava conhecer as estações do ano para saber o tempo certo de plantar e colher, caso contrário poderia morrer de fome sem alimentos no inverno. Para medir o tempo ele criou diversos instrumentos ao longo do tempo. Desde o relógio de sol (que mede a posição do dia através de uma sombra projetada por uma haste), passando pela ampulheta (que mede o tempo através da areia caindo) até o relógio atômico (que mede milésimos de segundo com uma precisão quase total). Hoje não podemos mais viver sem contagem do tempo, tamanha a dependência que criamos do relógio, palavra derivada de horológium (que em latim significa dizer as horas). Reza a lenda que, embora os primeiros esboços de mecanismos semelhantes a relógios tenham sido feitos por asiáticos no século VIII, foi o papa Silvestre II (cerca de 950 a 1003) o inventor do primeiro relógio de engrenagens. Nosso pai da aviação Alberto Santos Dumont teria recebido de seu amigo o relojoeiro Louis-François Cartier um relógio de pulso para que pudesse medir o tempo de seus voos sem precisar tirar o relógio do bolso.

8. A navegação à vela

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A navegação à vela foi fundamental para as grandes expansões marítimas dos séculos XV e XVI. Sem os grandes veleiros e a coragem daqueles homens supersticiosos, o mundo não seria o que é hoje. Foi preciso desbravar o desconhecido para que os temores pudessem deixar de existir. Buscava-se enfrentar o desconhecido mais com a coragem do que com o conhecimento. Não à toa, motivavam estes marujos as lendas de cidades, ilhas e continentes inteiros cobertos de ouro, prata e pedras preciosas.

9. A astronomia

 

Sem astronomia não poderiam ocorrer as grandes navegações, pois seria necessário a leitura da posição dos astros para que o sextante ou o astrolábio pudesse ajudar na correção do rumo dos navios. O calendário também não existiria. 

Inventada a partir de observações feitas pelos povos da Mesopotâmia como sumérios, assírios e babilônios, a astronomia estava sempre ligada ao sagrado uma vez que a abóbada celeste era o lar da maioria das divindades.

10. O domínio da energia para obtenção de trabalho 

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O primeiro tipo de energia utilizado pelo homem foi a produzida pelo trabalho de animais e escravos. Em seguida, o ser humano aprendeu a usar a eólica, ou seja, através da força dos ventos o homem conseguiu mover seus grandes veleiros. Na sequência veio a força do vapor, que moveu máquinas, trens e navios aumentando a produção e diminuindo as distâncias. A partir dai o homem utilizou a força das águas para produzir energia, a do sol, a dos combustíveis fósseis (derivados de petróleo), dos combustíveis produzidos pela natureza (etanol de milho ou cana de açúcar e biodiesel de óleo de mamona) e a energia nuclear produzida a partir do enriquecimento de elementos radioativos como o urânio, o césio e o plutônio.

11. O trem e a ferrovia

 

A Revolução Industrial deve seu sucesso ao advento do trem e da ferrovia pois, graças a eles, grandes quantidades de carga e passageiros puderam vencer grandes distâncias para chegar a seus destinos. O mundo começava a ficar pequeno já no início do século XIX. Com os trens os ingleses puderam buscar as duas matérias primas básicas para a evolução do processo industrial: o minério de ferro e o carvão mineral. A primeira máquina a vapor para fins industriais efetivamente comercial foi inventada por James Watt ainda no século XVIII, mas foi em 1804 que o inventor galês Richard Trevithick viu sua primeira locomotiva mover-se sobre trilhos. Hoje muitos trens na Europa movem-se a velocidades de até 400 quilômetros por hora, os chamados TGV (Trains du Grand Velocité). Os trens ainda são o meio de transporte mais seguro para se viajar. E a maior ferrovia do mundo ainda é a Transiberiana, construída no final do século XIX e começo do XX, com quase dez mil quilômetros de comprimento ligando Moscou a Vladivostok e atravessando sete fusos horários.

12. O motor à explosão

 

Em 1858, o engenheiro belga Étienne Lenoir patenteou o primeiro motor de combustão interna. Na Europa outros motores foram patenteados antes (desde 1807), mas o de Lenoir foi o primeiro a obter sucesso comercial. Mas o motor a explosão como o conhecemos hoje e que equipa praticamente todos os automóveis do mundo foi inventado e desenvolvido pelo engenheiro alemão Nikolaus August Otto. O motor de quatro tempos também conhecido como "Ciclo Otto" começou a funcionar em 1876. E de lá para cá o mundo viajou nas rodas de um automóvel.

13. O avião

 

O primeiro "mais pesado que o ar" foi inventado por Alberto Santos Dumont, mineiro de Palmira (hoje o município se chama Santos Dumont) que foi estudar engenharia na Europa e logo se apaixonou pelo voo. Do balão dirigível N-1 que subiu a 20 de setembro de 1898 até o 14-bis (chamado pelos franceses de Oiseau de Proie ou Ave de Rapina), que decolou a 12 de novembro de 1906 do Campo de Bagatelle ocorreu um salto evolutivo que mudou para sempre a história da humanidade. Os americanos não reconhecem Santos Dumont como o verdadeiro pai da aviação e dão este crédito aos irmãos Wright. O Flier dos irmãos Wright, no entanto, precisava de uma rampa para decolar e seus voos não tinham testemunhas nem eram fotografados. Sem meios de comprovar o feito, os irmãos Wright perderam o lugar para o brasileiro. Um século depois a engenhosidade humana cria o superavião: o Antonov AN-225, um avião cargueiro com seis turbinas propulsoras capaz de transportar trezentas toneladas (não, eu não estou brincando)de carga útil. 

14. O telefone 

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Eu cresci com a firme convicção de que Alexander Graham Bell tinha sido o inventor do telefone. Até que em 2002 a resolução número 269 do Congresso dos Estados Unidos da América deu ganho de causa a Antonio Meucci. Meucci demonstrou seu invento na feira de Filadélfia de 1884, mas o mesmo estava incompleto e Bell já havia patenteado o seu telefone em 1876. Guerra de patentes à parte, o invento de Bell revolucionou a comunicação mundial, encurtando distâncias e matando saudades. Se Graham Bell pudesse viajar no tempo até os dias atuais e ver no que seu invento se transformou (o telefone celular) talvez ficasse orgulhoso. Ou não...

15. O Computador

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O computador foi criado para, inicialmente, substituir o homem na tarefa pra lá de chata de fazer cálculos. Assim o homem criou o ábaco que foi o ancestral do computador. Ele fazia cálculos utilizando contas de metal, madeira ou pedras. Charles Babbage, um inventor britânico, tentou, assim como Ada Lovelace, filha de Lord Biron, mas foi em 1936 que Konrad Zuse inventou o primeiro computador eletromecânico do mundo. Na Segunda Guerra Mundial (1943) os engenheiros John Presper Eckert e John W. Mauchly, da Electronic Control Company, criaram o ENIAC (Electrical Numerical Integrator And Calculator). Ele pesava 30 toneladas, tinha 5,5 metros de altura, 25 metros de comprimento e 70 mil resistores e 17.468 válvulas. O ENIAC realizava as mesmas operações que uma calculadora científica de 200 gramas realiza hoje em dia. 

16. A internet 

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Após a Segunda Guerra Mundial o mundo se dividiu em dois blocos político-econômicos antagônicos: o capitalista liderados por Estados Unidos e o comunista capitaneado por União Soviética. Surgia a Guerra Fria. Para manter a hegemonia de seus respectivos blocos, tanto Estados Unidos quanto União Soviética precisavam manter-se informados um sobre o outro. Mas a informação era algo que poderia se perder facilmente, ainda mais se estivesse concentrada em um único local. Então os Estados Unidos criaram em 1969 a ARPANET a rede da ARPA (Advanced Research Projects Agency ou Agência de Projetos de Pesquisa Avançada). Com o fim da Guerra Fria em meados da década de 1990, a ARPANET tornou-se INTERNET e revolucionou a comunicação tornando o mundo conectado e a informação disponível para todas as pessoas.

17. Vacinas e medicamentos 

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Os medicamentos já eram conhecidos das sociedades da Antiguidade do Crescente Fértil há pelo menos cinco mil anos atrás. A grande farmácia do homem era a natureza que lhe provinha com folhas, raízes e frutos medicinais além de venenos animais e até mesmo minerais com propriedades medicinais. Só não havia cura para doenças transmitidas por vírus e bactérias letais.

Desde que o médico inglês Edward Jenner descobriu uma maneira eficiente de inocular as pessoas contra o vírus da varíola em 1796, a humanidade passou a viver mais e melhor. Desde então grandes centros de pesquisa estudam formas de imunizar o ser humano contra as principais doenças do novo milênio, entre elas, a AIDS, o Ebola, a Gripe (que ainda mata muita gente), as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypt (dengue, zika e chikungunia)e até o câncer.

As indústrias farmacêuticas são as mais poderosas do mundo, do ponto de vista econômico chegando a faturar bilhões de dólares por ano. São elas que financiam grandes centros de pesquisa não por questões humanitárias, mas visando ao lucro. O medicamento mais caro do mundo é produzido pela farmacêutica holandesa UniQure e chama-se Glybera, destinado ao tratamento de uma doença genética rara chamada LPLD ou "deficiência familiar da lipoproteina lipase", que causa entupimento das veias por gordura carregada pelo próprio sangue. O medicamento atua a nível dos genes e cada frasco para duas injeções custa a bagatela de 53 mil euros. O paciente precisa de 21 frascos para completar o tratamento e, para tanto, terá de desembolsar 1,1 milhão de euros. 

 18. O submarino

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Fica difícil atribuir um nome ao inventor do submarino já que desde o século XVI (ou mesmo antes), os seres humanos têm verdadeiro fascínio em se mover sob a superfície da água. Leonardo da Vinci chegou a elaborar um projeto de submarino que, obviamente, nunca saiu do papel. William Borne tentou, no século XVI, e Cornelius Drebbel também, no século XVII. Mas o primeiro submarino a ser operado de forma efetiva surgiu no meio da Guerra Civil americana ou Guerra de Secessão. Foi projetado por Horace Lawson Hunley e batizado de CSS Hunley, sendo utilizado pelos estados confederados (do sul). Com um comandante e uma tripulação de sete homens que eram o seu "motor", pois giravam um conjunto de manivelas ligadas à hélice de propulsão, o Hunley afundou o navio da União USS Housatonic para, em seguida afundar, sem motivo confirmado, matando todos a bordo. No auge da Guerra Fria, em 1954, os Estados Unidos lançam o primeiro submarino nuclear da história, o USS Nautilus. A primeira missão do Nautilus foi atravessar a calota polar sob a grossa camada de gelo. Algo extremamente arriscado para a época, pois qualquer avaria no submarino poderia matar toda a sua tripulação. O êxito do Nautilus levou a construção naval a um outro patamar. Também levou pânico a todos os países do globo. Cada submarino nuclear poderia levar mísseis balísticos nucleares o suficiente para acabar com várias nações e dizimar populações inteiras. Eles ainda existem (os submarinos e os mísseis) e ainda constituem uma ameaça.

19. Os satélites artificiais
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Outra grande invenção surgida no auge da Guerra Fria, os satélites artificiais foram criados para espionar o inimigo e analisar suas ações e reações. Foram criados também para melhorar a comunicação global. Hoje existem milhares de satélites orbitando a Terra para os mais variados fins: comunicação, previsão do tempo e clima, sistema de posicionamento global (GPS, espionagem, observação do espaço, defesa, etc.

20. As viagens espaciais 

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Se o homem chegou de fato à Lua nos anos 1960 e 1970 é alvo de polêmica até os dias de hoje. O fato é que no século XXI o homem não para de sonhar com Marte, nosso vizinho planetário. Chegar lá seria um feito comparável a atravessar o oceano Atlântico no século XVI, arriscado, caro e perigoso. No entanto, a mesma determinação que guiava os marujos do século XVI é a que guia os astronautas do século XXI, ou seja, o homem só vai parar de sonhar com Marte quando ele chegar a Marte. E depois??

Depois outros sonhos virão pois, como diria Mark Twain, "nunca deixe de sonhar, pois se o fizer, continuará vivendo, mas terá deixado de existir".

 

Chanté!!!! 


 

 

 

ATLÂNTIDA

ATLÂNTIDA
ELA REALMENTE EXISTIU?

A famosa, polêmica e misteriosa cidade de Atlântida, tão bem descrita por Platão em seus diálogos Timeu e Crítias, teria realmente existido?
E se existiu, onde era sua localização? E por que nunca foram achadas evidências arqueológicas de sua existência? 

O primeiro relato sobre a existência de Atlântida ou Atlantis, vem do filósofo grego Platão (427 a 347 a.C.) Foi o mais famoso discípulo de Sócrates (470 a 399 a.C.), muito respeitado pelo seu sistema de ideias, bem como pela postulação da imortalidade da alma humana, que exerceu influência sobre os padres da Igreja e filósofos cristãos.

Platão escreveu seus pensamentos em forma de diálogos entre o sábio e o discípulo para evitar a monotonia filosófica.
As informações sobre Atlântida acham-se escritas nos diálogos "Timeu" que focaliza a terra de Atlântida, ao passo que o de "Crítias" caracteriza sua civilização. "Crítias" é, no diálogo, o pseudônimo do próprio Platão, que transcreve informações que recebeu do seu "avô", que por sua vez foi informado pelo estadista Sólon, que morreu em 559 a.C., em Atenas.
A informação revela a história de um sacerdote egípcio de Sais: havia em épocas remotas, ou seja, cerca de 6.500 anos antes de Platão, um poderoso Império, situado numa ilha que se encontrava no Oceano Atlântico, além das Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar) de nome Poseidonis ou Atlantis. A ilha tinha um comprimento de 3.000 estádios por 2.000 estádios de largura (um estádio é igual a 185 metros) o que resultaria em cerca de 200.000 quilômetros quadrados. Imaginava-se na época que a ilha era maior que a Líbia e a Ásia reunidas.
O povo que habitava a Atlântida era governado por reis. O primeiro parece ter sido Atlas. Seu irmão Gadir governava uma outra parte da ilha, que se situava perto das Colunas de Hércules. Houve também uma guerra entre Atlântida e Atenas. Neste instante surgiu a tragédia. Durante um dia a ilha Atlântida afundou no mar e desapareceu. Esta história era bem conhecida e admitida pelos filósofos gregos. Quem não acreditou nela foi Aristóteles (384 a 322 a.C.).
Os filósofos cristãos da Antiguidade e da Idade Média também conheciam este mito. São vários os relatos de lendas parecidas com a descrita por Platão em seus diálogos. Lendas que contavam sobre uma mesma civilização avançada como a dos atlantes, mas de origens culturais, nomes, tamanhos e até localizações diferentes. As histórias foram sobrevivendo aos movimentos sócio-culturais ao passar dos séculos e até durante a Renascença, que procurou nos mitos realidades, houve várias tentativas de explicação racional desta história. Entretanto, poucos convenceram mais que o próprio mito.
Como foi dito, as principais referências para Atlântida foram os diálogos intitulados "Timeu" e "Crítias" de Platão. Um trata do âmbito geográfico e outro do social e do político.
Segundo os diálogos havia há 9000 anos, no mesmo local onde se encontra Atenas, uma grande cidade. Essa surpreendente informação foi cedida ao estadista Grego Sólon (640 a 558 a.C.) por um sábio egípcio de Sais. Essa fundação foi corroborada por documentos achados em templos com cerca de 8000 anos de idade. Estes documentos informam também que havia um vasto Império numa ilha fora das Colunas de Hércules, maior que a Líbia e a Ásia juntas (na época, só era conhecida uma faixa costeira da África e a Ásia era uma pequena faixa da Turquia, hoje conhecida por Ásia Menor). Sendo um grande e rico Império, seu poderoso exército invadiu os povos costeiros do Mar Mediterrâneo para dominá-los, mas a coragem e a arte bélica dos gregos conseguiram rechaçar esta ofensiva por um tempo.
Sólon
Como numa proteção divina para a Grécia, veio uma época em que houve terríveis terremotos e inundações, vindos num dia e numa noite horríveis, onde desapareceu todo o exército atlântico. No auge de sua civilização, Atlântida fora engolida pelo Oceano.
Em seu diálogo, Platão diz: "Houve uma guerra dos "atlantas" que habitavam uma ilha fora das Colunas de Herácles, maior que a Líbia e a Ásia, contra nosso estado de Atenas que conseguimos rechaçar. Esta ilha desapareceu mais tarde por um terremoto e imergiu no oceano".
Poseidon e Cleito
Na distribuição do Mundo pelos deuses, o deus Poseidon recebeu a ilha Atlântida. Casou-se com a princesa Cleito. Para a segurança desta construiu em volta do castelo 3 anéis circulares de canais e um outro canal de 50 estádios de comprimento até o mar permitindo a navegação de trirremes. O primeiro rei de Atlântida foi Atlas, filho de Poseidon (irmão de Zeus) casado com Cleito. A fortaleza real tinha um diâmetro de 5 estádios protegida por uma muralha de pedras. Dentro da fortaleza existia, além do palácio real, um templo consagrado a Poseidon cercado com um muro de ouro. Este templo tinha um estádio (185 metros) de comprimento e três pletros (92,5 metros) de largura. A altura era de tal forma escolhida visando agradar a vista. O templo era inteiramente revestido de prata, exceto as alveias que eram de ouro. A cidade (possivelmente chamada de Poseidônia) situava-se dentro de uma planície retangular de 3.000 por 2.000 estádios cercado por um canal de 10.000 estádios de comprimento e com profundidade de um pletro.

"Crítias" é maior e mais complexo do que "Timeo". Além da origem da civilização, que é descrita detalhadamente, Platão nos fornece também descrições sobre a organização social, política, sua legislação perfeita e a geografia da ilha com sua rica fauna e flora.
A origem da Lenda de Atlântida é atribuída à Platão, mas existem em várias outras parte do mundo e em épocas diferentes, lendas que narram uma história muito parecida com a contada pelo filósofo grego. Cada uma obedece à cultura e crenças de suas regiões, mas as semelhanças e coincidências são no mínimo inquietantes. Mas não somente lendas. Vários mapas, desenhos e documentos foram encontrados em tempos e lugares diferentes. Para muitos pesquisadores e esotéricos, essas "provas" ajudam a confirmar a existência de "Atlântida".
A história nos conta que a Antártica não foi descoberta até 1818, mas 305 anos antes. Em 1513, um grande almirante e cartógrafo turco chamado Piri Reis desenhou vários mapas, dentre esses, um mapa do Atlântico Sul englobando a costa oeste da África e leste da América do Sul e o norte da Antártica. O Mapa foi descoberto acidentalmente em 1929 no palácio-museu de Topkapi, em Istambul.
Em uma série de notas escritas de seu próprio punho, o almirante Piri Reis diz que não é responsável pelo mapeamento e pela cartografia original dos mapas e que esse foi confeccionado a partir de 20 mapas, desenhos e esboços, alguns de origem desconhecida, que estavam no inventário do palácio. Os mapas mostram com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Eles também revelam detalhes geológicos surpreendentes. Várias ilhas e faixas de terras aparecem em vários pontos que não são visíveis hoje em dia, como por exemplo a "falta" do Estreito de Drake (entre América do Sul e a Antártica) e a ilha de Cuba ligada à península da Florida.
As investigações continuam para se saber a origem de tais mapas e como foram feitos com um grau de precisão impressionante. Não há dúvida que o almirante Piri Reis obteve fontes da mais alta confiabilidade. Só nos resta agora saber "quem" fez esses mapas. Muitos estudiosos e cartógrafos, dentre eles o Dr. Arlington H. Mallery que fez todo o trabalho de medição e aferição dos mapas, acreditam que eles têm uma origem muito remota. Pelas pequenas diferenças tamanho e coordenadas, acredita-se que os mapas tenham sido feitos há 9000 anos, um pouco antes da última Era Glacial. Outro fator defendido por todos é que os mapas foram feitos por uma civilização com grande capacidade técnica e tecnológica. Juntando todos os fatos, coincidências e evidências, são poucos os pesquisadores que não pensam na palavra "Atlântida" nessa altura dos estudos.
Não foram apenas na Grécia e na Turquia que aparecerem fatos e lendas sobre a existência de "outras civilizações" que viveram aqui há milhares de anos. Uma das mais curiosas, foi encontrada em escavações arqueológicas no Peru. Em 1960, no meio do deserto peruano de Ocucaje, perto da cidade de Ica, foram encontrados artefatos de pedra de uma antiga e perdida civilização. Esses artefatos feitos em pedra, retirados da chamada "Biblioteca de Pedra" nos mostra cenas fantásticas de uma civilização com um alto nível cultural e técnico.
O artefato mais intrigante é o mapa-mundi de 10.000 anos de idade. Como uma civilização poderia ter mapeado todo o globo terrestre há milhares de anos? Pode-se ver sem o menor esforço, a América do Sul ligada à Antártida, o que mostra que o mapa foi feito durante a Era Glacial. Mas o ponto mais espetacular do mapa, é o aparecimento de um gigantesco continente, chamado MU, no meio do Pacífico.
Como uma civilização tão avançada assim poderia sumir sem deixar vestígios? Para muitos estudiosos, dentre eles o Dr. Javier Cabrera Darquera que é curador do museu que existe no local, não resta dúvida que essa civilização morava no continente MU e que no fim da Era Glacial, fora completamente engolido pelos mares.
Coincidência com o fato de Atlântida, segundo Platão, também ter sido engolida? Diante de tantos fatos curiosos, não é normal que se pense que esse mítico continente MU seja, em outra língua, o famoso Continente Atlântico, mesmo que no oceano errado?
Mas porque o mito de Atlântida é tão difundido? Porque um diálogo escrito por um filósofo grego há mais de 2000 anos conseguiu transpor os limites acadêmicos da filosofia, história e arqueologia e se tornou numa das lendas mais conhecidas de todos os tempos?
Essa pergunta é respondida com uma palavra: arte. Além de ter um conteúdo poético ou até utópico, Atlântida inspirou centenas de pintores, escritores e poetas em todo o mundo. Seduzidos pelo romantismo e vigor da história, não foi difícil para que a terra submersa se transformasse em musa para artistas do mundo todo.
Talvez a mais famosa referência sobre o mito de Atlântida nas artes, está no livro do escritor francês Julio Verne "20.000 Léguas Submarinas". No livro, o grande capitão Nemo, comandando o magnífico submarino Nautillus, encontra a mitológica Atlântida e se põe a transformá-la em seu novo lar. Essa grandiosa obra de ficção científica, escrita no século passado, influenciou muito as gerações de jovens artistas, cientistas e historiadores que vieram depois. Vários arqueólogos de renome, dentre eles o alemão Heinrich Shcliemann também se dedicou à procura de Atlântida, ajudando a popularizar o mito.
Entretanto, o sucesso e a popularidade foi tão grande, que não tardou para que aquilo que só era âmbito da arqueologia e de história, fosse para o lado das pseudos-ciências.
Hoje existem centenas de ceitas e ramos "científicos" que consideram os "atlantes" como seres superiores e místicos. Não são poucos que consideram a própria Atlântida um lugar sagrado e que seus habitantes vivem até hoje nas profundezas dos mares graças aos seus poderes e habilidades secretas. Outra vertente, já acredita na origem extraterrena dos "atlantes". As respostas para vários fenômenos, dentre eles o "Fenômeno UFO" e o misterioso "Triângulo das Bermudas" tenham a mesma origem do Continente Submerso. Também não é descartada a ligação entre a Civilização Atlântida e o suposto "Mundo Interior".
Crenças religiosas e esotéricas a parte, é bastante comum hoje em dia, ligar novos mistérios à mistérios antigos da humanidade. Foram escritos até os nossos dias com boa aceitação quase 2.000 livros, sobre a existência de Atlântida baseados em interpretações de lendas e crônicas antigas.
Schliemann era sonhador, gênio lingüístico e comercial além de autodidata. Alemão de origem, aprendeu meia dúzia de línguas, cada uma no período de alguns meses com perfeição surpreendente. Isso aconteceu, por exemplo, no estudo da língua russa.
Schliemann leu e releu todas as histórias antigas dos historiadores, filósofos e escritores gregos. Logo realizou seu primeiro sonho: comprovar que a história de Ilíada de Homero não era uma mera lenda, mas uma realidade histórica. Depois de ter obtido do governo turco autorização para fazer escavações em Hissalik, na Ásia Menor, realizou sete campanhas de escavações de grande envergadura, comprovando assim a existência verdadeira de Tróia.
Por isso, Schliemann é denominado o pai da arqueologia moderna e admitia-se tudo o que ele dizia sobre outras informações históricas e pré-históricas, inclusive sobre Atlântida.
As escavações em Hissalik tiveram entretanto uma interrupção abrupta, quanto Heinrich e Sofia Schliemann encontraram o chamado tesouro de Príamo. Tratava-se de uma coleção de peças de ouro maciço. Burlando a vigília turca, não resistiram à tentação de apoderarem-se daquele achado de valor incalculável e embarcaram com o roubo para a Grécia. Tornaram-se então donos particulares do que pertencia legitimamente ao governo turco. Houve intervenção diplomática séria por parte da Turquia.
Assim Tróia ficou permanentemente proibida para os Schliemanns. Schliemann doou o tesouro mais tarde para o Museu de Berlim, cujos cientistas nunca deram muita atenção ao doador pelo simples fato de que ele não tinha carreira universitária. O tesouro de Príamo ficou assim, em Berlim até o fim da Segunda Guerra Mundial, quando desapareceu definitivamente.
A atividade de Schliemann concentrou-se em escavações na Grécia. Encontrou e escavou com êxito a cultura de Micenas, quis escavar Cnossos de Creta, mas o alto preço o desanimou. Cnossos foi escavada mais tarde pelo famoso arqueólogo Arthur Evans (1851-1911).
Schliemann morreu em 1890 em Nápoles, deixando, no entanto, notícias vagas sobre a existência de Atlântida, mas mudou do campo científico de comprovações reais na sua interpretação dos textos de Platão sobre Atlântida para o especulativo. Foi desta maneira que despertou um interesse fora do comum no mundo inteiro, especialmente nos meios pseudo-científicos.
Assim sendo, a Lenda de Atlândida continua fascinando a humanidade há milhares de anos. Verdade? Mito? Para muitos eruditos, pesquisadores, cientistas, esotéricos e românticos isso não importa. O importante é que os segredos e mistérios que mantemos mais escondidos, façam-nos buscar o conhecimento e viajar pela maravilhosa imaginação humana.

Chanté!!!!